Wednesday, January 18, 2012

DIFERENTES REALIDADES, MAS ACIMA DE TUDO, HUMANAS

“Entre nós dois...” concebe desde o título a ideia do encontro e defende o universal e parte, para esse fim, de realidades regionais. A partir da união de realidades geográficas e culturais distantes, vai estreitar essas fronteiras pela necessidade humana do conhecimento e amor. A autora consegue manter o fio narrativo pela adoção constante de um paralelo sobre as semelhanças entre o universo histórico-cultural e humano dos povos amazônicos e indianos. Há, por assim dizer, um diálogo essencial entre as realidades desses povos, que nasceram junto a um grande rio em busca de sua sobrevivência. Essa conexão promove um fascinante encontro e uma rica composição de diálogos de seus personagens tão bem construídos na ação, no comportamento e na fala. A estética indiana mostra como a autora é capaz de apreender elementos da convivência e do sentimento dos povos, sendo um verdadeiro estudo de casos para a jornada literária.
Um romance que traz um arcabouço interdisciplinar muito rido. Há um traço de humanismo que o torna uma boa referência para os dias de hoje, pois trata da aceitação do outro, sua cultura e visão de vida diferente. Inspira tolerância e incita o pensamento ecumênico, bem como torna mais sagrado o amor e a vida humana. Das questões das crenças culturais como elementos mediadores por meio de uma trama bem construída ela revela os encontros e desencontros da vida.
O lexo “Entre” poderia nos parecer dispensável, mas no contexto do discurso é mais do que uma preposição; ele oportuniza a reflexão do tema da distância que se reduz pelo que esta no homem, na sua essência e que faz a ponte “entre” as questões seja de ordem temporal, cultural, espacial, filosófico ou religioso. Para a autora nada se oporá a esse encontro; aliás, muito pelo contrário, o obstáculo favorecerá a busca, o despertar, o novo. Nesse contexto de contrastes e diferenças acontece a verdadeira aproximação. Algo intuitivo que imporá ao leitor um olhar mais aguçado. Não é uma obra ingênua e limitante a percepção, mas passível de uma leitura plurissignificante. Impor ler essa obra para apreender o diferente, o sensorialmente sugestivo e que apresenta, apesar de inusitadamente novo, como toda a nossa essência humana.
Quanto ao espaço real e não-real, a escolha da Índia é feliz pela fonte inspiradora que temos no cinema, bem como na teledramaturgia brasileira; aqui um marco na aceitabilidade da crítica e da opinião popular. Nada mais exuberante e curioso do que a cultura indiana em seus costumes e crenças. A Amazônia é centro da discussão política, econômica e ambiental, um espaço em que coube nessa obra um olhar sobre sua realidade natural e humana. A predestinação dos encontros, elemento muito bem fundamentado na narrativa pela autora, possibilita um salto na imaginação do leitor rumo ao fantástico.
Um ponto a ressaltar deste romance é a sublimação de valores tão escassos em nossos tempos. Recurso que vai laurear sua composição com um traço educativo. Além do mais, encontramos no romance valiosa fonte de pesquisa para leitores infanto-juvenis pela possibilidade múltipla de composição de atividades didáticas em sala e fora dela. Um professor de artes poderá trabalhar fotografia e imagens da cultura dos povos em questão; o de geopolítica, as diversas composições culturais, econômicas e políticas do povo; o professor de religião pode focalizar o conjunto de crenças e valores desses povos etc.
Entre os diversos recursos utilizados pela autora que acentuam qualidade nessa obra, um deles a união do elemento nacional a uma estrangeira, uma obra de proposta original que elege a diversidade cultural. A autora por dominar a técnica cinematográfica permite ao leitor o aprendizado de uma forma de linguagem próxima do visual, pode vislumbrar cenas tão bem descritas como as de um filme, porque depreende detalhes ricos da composição de cenários e atmosferas. A técnica do flashback para acessar informações e cenas do passado do personagem mostra o domínio próprio da linguagem do cinegrafista que é. Izis nos apresenta uma obra interdisciplinar, em feições ultra-realistas e as traz para nossa reflexão sobre as essências, provocando uma grande reflexão em seu leitor.

Bruno Resende Ramos
Professor e escritor – MG

Sunday, July 10, 2011

Lançamento dia 03/08/2011


Sinopse
Do retorno a Índia, as transformações – pedaços – do amor que transcendeu a alma e suportou a desesperança da espera de uma distância, passando pelos mistérios dolorosos das emoções profundas daqueles que amam ou deixam de amar, recordados em Chhatrapati Shivaji, na cidade de Mumbai.
Num singelo e delicado esforço de conectar Nina neste mundo de fantasia, de realidade e de afetividade ao apresentá-la a sua – ponte do destino – Vania Gupta arremete-lhe rumo ao passado, rumo as suas origens.




Friday, April 22, 2011

A história que ninguém contou...



Havia uma ilha onde moravam todos os sentimentos: a riqueza, a alegria, a tristeza, a vaidade, sabedoria, o amor e outros. Um dia avisaram para os moradores que a ilha ia ser invadida. Apavorado o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ele disse: “fujam, a ilha vai ser inundada” Todos correram e pegaram os barquinhos para irem até um morro bem alto. Só o amor não se apressou; ele queira ficar um pouco mais com sua ilha. Quando estava quase se afogando correu para pedir ajuda. Vindo a riqueza, e disse: “riqueza, me leve com você”. A riqueza disse: “não posso, o meu barco está cheio de ouro e prata, e você não vai caber”! Pedindo à vaidade “leve-me com você”. Ela disse: “não posso, vai sujar todo o meu lindo e maravilhoso barco novo”! Disse à tristeza: “posso ir com você”? Ela falou: ha, amor! Estou tão triste que prefiro ir sozinho. A alegria, então, estava tão alegre que nem ouviu o pedido do amor. Passou um velhinho e disse: “sobe, amor, eu levo você”. Chegou ao morro, o amor perguntou à sabedoria: “quem é o velho que me trouxe até aqui”? A sabedoria respondeu firmemente: “É o tempo”! e o amor perguntou: “porque o tempo? E a Sabedoria respondeu: “porque só o tempo é capaz de ajudar a atender um grande amor.

Minha Mana

Monday, March 7, 2011

O PRÓXIMO BARCO....


O comandante observa da cabine do barco os passageiros subirem, ele sabe que nem todos poderão seguir nessa viagem. Alguns deles terão de esperar o próximo barco. Durante o trajeto aqueles que não quiseram deixar seus pertences terão de ficar a margem do rio, pois não se pode chegar ao ALÉM MAR trazendo qualquer tipo de bagagem.

                                                                                                         “Hoje é apenas hoje”
                                                                                                                            Meu pai

Thursday, December 30, 2010

O PODER DO SALTO ALTO

Uma senhora caminhou elegantemente no corredor do poder em Brasília. Ela usava salto alto de 8,5 cm. Enquanto a entrada dela era admirada os homens questionavam entre si com a seguinte frase "como ela consegue fazer isso?”. As ideias dela sobre o futuro do Brasil deixou todos perplexos. A partir daquele momento tudo mudou, pois já não mais se podia mais contar anedotas ou piadas picantes, pois havia uma mulher no plenário, um lugar que antes era só de homens.  A revolução feminina vem de muito longe, bem antes de eu e você existirmos. Começou com o poder sedutor de Lilith, passou por Eva, depois foi simbolizado pela figura da mãe amamentando durante a revolução francesa, teve a redução da saia após a primeira guerra mundial, houve quem protestasse durante o Bra Burning pela igualdade dos direitos, houve ainda manifestos de mulheres russas por "pão e paz", um NÃO! A guerra. Também teve ousadia de mulheres lindas e bem sucedidas quebrando os preconceitos ao aparecer em filmes e fotos com o perturbador biquíni, mas as brasileiras foram mais longe ao usarem o "fio dental" anos depois. Mito ou imaginário? O fato é que a mulher dos dias atuais não quer mais ser vista como a figura do pecado ou a mãe protetora. Ela quer ser a mulher que pensa e que contribui para a evolução de uma sociedade igualitária entre gêneros. Agora chegou a vez de o Brasil ter a primeira mulher no poder, não na figura da primeira dama, mas sim, a representação da Senhora Primeira.

"Dizem que a mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda"
Eramos Carlos

Wednesday, December 8, 2010

A chave do destino


Algumas pessoas vêem seus sonhos, algumas pessoas fecham os olhos, algumas pessoas vêem seu destino passar por elas....
    

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                                                                                              Onde está a chave do meu destino? Eu não sei, mas garanto que Deus sabe. 

Sunday, October 31, 2010

Atrás do espelho - Parte II

Quando olhamos o espelho pensamos em Narciso deslumbrado com a própria beleza. O espelho é a janela de passagem entre aparência e essência numa representação ilusória e não pode ser atravessado porque reflete a verdade. Enquanto a fotografia congela o momento passado, o espelho não aceita fazer a transformação do presente em passado porque ele evoca o encontro de si mesmo conciliando os contrários. O espelho nos convida a sair do imaginário e mostra a consciência do mundo visível ao colocar essência e aparência dos valores da realidade.