Sunday, September 15, 2013

NÃO HÁ CERTEZA DE NADA

É melhor a dúvida do que ter convicção em tudo, pois a parte boa da certeza é a incerteza da inesperada chegada dela. Não interessa que ela venha carregada de coisas boas ou ruins, o importante é sempre tê-la, mesmo que seja por um instante, mesmo que se tenha de esquecer a dor, as lágrimas, a tristeza, a solidão e a depressão para que se possa finalmente pensar apenas em espaço e estrelas. 
  




“Os poetas muitas vezes descrevem o amor como uma emoção que não podemos controlar, uma emoção que abafa a lógica e o senso comum.”
                              Nicholas Sparks - O caderno de Noah


   



Antes que se possa encontrar alguma resposta concreta o medo cerca tudo e perde-se o desejo de falar, de acreditar e aceitar. A dúvida rejeita a diferença mascarando o querer algo por aquilo que não é para ser, pois a verdade é que ninguém quer ir embora de vez, porém, espera-se sempre por alguma resposta, nem que seja somente uma. 
 

 “Fui sempre um crente convicto em Deus e no poder da oração embora, para ser honesto, a minha fé tenha acabado por me suscitar uma lista de perguntas que, definitivamente, só quero que sejam respondidas depois de eu partir.” 
             Nicholas Sparks - O caderno de Noah
                                

 
      
O belo momento da vida é para viver e recordar, visto que nada pertence a nada, pois resta apenas oferecer o que se tem de melhor para o outro. Saber que há defeitos que nunca ficam ocultos, e, qualidades que nunca são claras, saber ainda, que os dois lados são imprevisíveis e imprescindíveis.    



“A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá."                                                                                              
                                                                                           Nicholas Sparks - O caderno de Noah

 

Desejar e rejeitar são partes racionais da vida para mergulhar na teia da ilusão das noites solitárias de qualquer ser humano, mas é preciso compreender e aprender que o amor incondicional é libertador.

Tuesday, August 6, 2013

ADORÁVEL TIRANIA



O ser humano tem verso e inverso, ou seja, um lado magnífico e outro despótico, todavia isso começa ainda na infância quando ganha o primeiro brinquedo, pois assim que se cansa dele quer logo outro e outro. Porém, o comportamento dos pequenos, também, na maioria das vezes é levado para a vida adulta, principalmente pelos homens, que usam pequenos hábitos infantis para fugir da responsabilidade de cuidar daquilo que lhes foi dado de presente. 
  
Lua de fel” de Roman Polanski dá um mergulho no âmago de qualquer ser real por abordar a tirania do personagem Oscar, não pelo lado da vingança, mas sim, pelo lado de um jogo mental e manipulador que trás o revival do menino que sempre quer algo novo para preencher sua alma inquieta, pois quando isso lhe é negado torna-se uma terrível tortura.


Quando assisti pela primeira vez “Lua de Fel” pensei que a estória fosse apenas uma viagem inteligente do diretor, mas não é! Durante anos acompanhei um pouco sobre a vida dele, até que um dia, sentamos lado a lado, na segunda fileira do Teatro Amazonas para assistir “Oliver Twist”, então fiquei ali, em contato real com apenas um homem simples e atencioso enquanto a platéia se esvaziava por achar o filme chato, porém, não entenderam a importância de conhecer, mesmo que na ficção a estória de pessoas comuns.        

 

Então que tal jogar as expectativas no chão? Partir para  o amor incondicional sem ter nada em troca? Pode ser que você envelheça com a esperança que algo mude, ou não? Entretanto, já é um bom começo e menos frustrante quando nada se espera, pois é muito difícil enxergar que uma pessoa que passou pela guerra, voltou traumatizada e se recusa a demonstrar sentimentos possa estar apenas exercitando sua tirania.

                                                “Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, não se arisca a vestir uma nova cor ou conversar com quem não conhece”.


                                                                                                  Pablo Neruda